Conforme divulgado por nós anteriormente, dia 10 de junho foi realizado um Discutindo Física com o tema Viagens Espaciais. Como mediador da conversa convidamos o Prof. Dr. Adilson Jesus, atual vice reitor da Universidade Federal de São Carlos e professor do Departamento de Física da mesma.
Nosso convidado mediou um bate papo leve e descontraído, fazendo com que todos os presentes pudessem entender os assuntos tratados. Como base para esse Discutindo, o professor utilizou alguns textos escritos por ele próprio e publicados no site Ciência Hoje e, durante as quase duas horas de evento, comentou e explicou cada um dos textos que havia nos recomendado, fazendo com que até aqueles que não haviam lido ou não conhecessem muito do assunto tratado pudessem entender e pensar sobre o que estava sendo explicitado.
No final, alguma perguntas foram feitas pelos participantes e uma conversa mais informal se estabeleceu.
Ficamos muito satisfeitos com esse Discutindo Física e acreditamos que todos os envolvidos também.
Gostaríamos de agradecer mais uma vez ao Professor Adilson pela participação e aos alunos que compareceram e fizeram com que nosso evento fosse um sucesso: muito obrigado!
segunda-feira, 30 de junho de 2014
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Discutindo Física - Viagens Espaciais
Dia 10 de junho de 2014, às 16:00h, o grupo PET-LiF realizará o Discutindo Física com tema de Viagens Espaciais.
A conversa será ministrada pelo Professor do Departamento de Física e Vice Reitor da UFSCAR, Adilson Jesus e acontecerá na UFSCar - São Carlos, AT10 (Antigo DM, ao lado do AT4) Sala 232.
Como de costume, usaremos alguns textos como base para auxiliar no desenrolar da conversa. Os textos foram escritos pelo próprio professor no site Ciência Hoje, e estão disponíveis no link abaixo.
-> Ficção e realidade no espaço.
-> Crônicas marcianas.
-> O último voô da águia?
-> A Mensagem da Garrafa.
-> Admiráveis novos mundos.
-> O Luar que nos fascina.
-> Uma possível jornada nas estrelas.
Aguardamos a presença de todos.
A conversa será ministrada pelo Professor do Departamento de Física e Vice Reitor da UFSCAR, Adilson Jesus e acontecerá na UFSCar - São Carlos, AT10 (Antigo DM, ao lado do AT4) Sala 232.
Como de costume, usaremos alguns textos como base para auxiliar no desenrolar da conversa. Os textos foram escritos pelo próprio professor no site Ciência Hoje, e estão disponíveis no link abaixo.
-> Ficção e realidade no espaço.
-> Crônicas marcianas.
-> O último voô da águia?
-> A Mensagem da Garrafa.
-> Admiráveis novos mundos.
-> O Luar que nos fascina.
-> Uma possível jornada nas estrelas.
Aguardamos a presença de todos.
segunda-feira, 24 de março de 2014
Gincana - Calourada 2014
No dia 11 de Março, o grupo PET-LiF realizou pelo segundo ano consecutivo a Gincana com os calouros do Departamento de Física da UFSCar.
A Gincana contou com tarefas que levavam os alunos até os pontos de maior relevância para os estudantes do Departamento dentro da Universidade. Nesses pontos estavam incluídos prédios de aulas teóricas, outros Departamentos, lanchonetes, o famoso bandejão e a Biblioteca Comunitária.
Os calouros se dividiram em grupos e correram para completar as tarefas. Ao final do percurso todos se encontraram na Churrasqueira do DF para um confraternização com os veteranos do PET com direito a cachorro quente e chocolate como prêmio!
O retorno mais uma vez foi positivo, os calouros conheceram o grupo e a Universidade, e puderam também interagir entre eles.
Nas fotos vemos dois grupos cumprindo com uma das tarefas que consistia em achar o Professor Vivaldo Campo e tirar uma foto.
Agradecemos ao Professor Vivaldo, as lanchonetes PQ, Lima, Saman, a papelaria Aquarela e ao DAF (Diretório Acadêmico da Física) pelo apoio na realização dessa atividade.
A Gincana contou com tarefas que levavam os alunos até os pontos de maior relevância para os estudantes do Departamento dentro da Universidade. Nesses pontos estavam incluídos prédios de aulas teóricas, outros Departamentos, lanchonetes, o famoso bandejão e a Biblioteca Comunitária.
Os calouros se dividiram em grupos e correram para completar as tarefas. Ao final do percurso todos se encontraram na Churrasqueira do DF para um confraternização com os veteranos do PET com direito a cachorro quente e chocolate como prêmio!
O retorno mais uma vez foi positivo, os calouros conheceram o grupo e a Universidade, e puderam também interagir entre eles.
Nas fotos vemos dois grupos cumprindo com uma das tarefas que consistia em achar o Professor Vivaldo Campo e tirar uma foto.
Agradecemos ao Professor Vivaldo, as lanchonetes PQ, Lima, Saman, a papelaria Aquarela e ao DAF (Diretório Acadêmico da Física) pelo apoio na realização dessa atividade.
sexta-feira, 21 de março de 2014
Projeto com alunos do ensino médio
Neste ano no Circo da Ciência contamos com a participação de alunos do
ensino médio que estavam envolvidos em um projeto cujo objetivo inicial era a
construção de um experimento e posteriormente sua exibição. Com o avanço do projeto
os alunos tiveram a oportunidade de
trabalhar juntamente com os grupos PET das áreas de física, química, biologia e
matemática da UFSCar, visando um maior
conhecimento sobre a Universidade e todo seu âmbito . Para obter maior êxito os
alunos foram separados em grupos de aproximadamente cinco, e cada grupo PET ficou responsável por organizar as atividades
de um grupo durante o período de dois meses, com encontro semanal de duas
horas.
Nós do
PET-LiF organizamos as atividades dentro da sala do PET abordando conceitos e
experimentos de ótica, além de uma visita ao museu Mario Tolentino com direito
a vídeo realizado pelos próprios alunos.
Para
finalizar o projeto com o primeiro grupo,
participamos da Feira da Ciência realizada na escola Prof. Arquimedes
Aristeu Mendes Carvalho, apresentado todo trabalho feito durante as atividades.
Além da oportunidade de ensinar física,
ficam também o respeito e a amizade criada com os alunos do projeto que
deixarão saudades para o grupo PET- LiF
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Projeto - Deficiência Visual
Um estudo sobre a formação
inicial do docente de Física da UFSCar:
Impressões e
estratégias para o ensino dos alunos com deficiência visual
O trabalho teve como objetivo
investigar a percepção de alunos do curso de licenciatura plena em Física da
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) cursando a disciplina visual e
quais os limites e possibilidades para o ensino de Física do aluno deficiente.
Para isso, foi realizado uma entrevista com os graduandos com dois enfoques: a
percepção sobre a natureza da deficiência visual e o mundo e a relação
professor e deficiente visual.
Do ponto de vista metodológico,
esta pesquisa contou uma entrevista semiaberta estruturada da maneira
supracitada. Nota-se que os alunos nunca pensaram a respeito da inclusão do
deficiente visual no ensino de Física e se otimistas para enfrentar tal
situação. Embora as leis atualmente vigentes sejam boas, a prática educativa
necessita de melhoras, para garantir um melhor acesso à educação dos
deficientes.
Entrevista - Gato de Schrodinger
PET-LiF – O que é mecânica quântica então e quais são as aplicações da mecânica quântica no nosso dia-a-dia?
Rigolin – Existem várias maneiras de se tentar dizer o que
é a mecânica quântica. De maneira bem simples, podemos dizer que ela foi uma
nova mecânica que se iniciou a partir da virada do século XIX para o século XX,
especificamente a partir de 1901, quando Planck conseguiu explicar a radiação
do corpo negro quantizando a maneira como os osciladores harmônicos emitiam e
absorviam radiação no corpo negro. Assim, ela é quântica nesse sentido: a
energia que as partículas ou que um sistema físico pode possuir deixou de ser
contínuo, deixou de poder possuir qualquer valor. Para certas configurações que
se pensava antes do advento da mecânica quântica que essa energia poderia ter
qualquer valor contínuo, as pessoas começaram a ver que essa energia aparecia
em múltiplos inteiros de uma certa quantidade fundamental. Daí o nome de
mecânica quântica, que veio do latim, quantum, quantidade elementar.
Então, de forma bem simplista, a mecânica quântica é isso. Num primeiro momento
ela rompeu os paradigmas clássicos de que as energias para certos sistemas
poderiam possuir qualquer valor e ela mostrou que para explicar os dados
experimentais a energia teria que ser múltiplos de certas quantidades
fundamentais.
PET-LiF – E as aplicações no dia-a-dia?
Rigolin – A partir da mecânica quântica a gente
conseguiu explicar as propriedades da matéria e as aplicações são num certo
sentido consequência disso. Já que você conhece
e descreve bem a matéria em nível microscópico você pode arranjar essa
matéria e preparar dispositivos e sistemas físicos para fazer aquilo que você
deseja. Por exemplo, você pode preparar dispositivos semicondutores para fazer
processadores de computador e produzir o laser, que é luz altamente coerente e
colimada. O transistor, que está nos microchips, foi possível de ser feito em
escala bem pequena e em matéria condensada por que a gente só conseguiu
entender a matéria sólida com a mecânica quântica. Resumindo, a mecânica
quântica está nos computadores, nos telefones,
nos lasers e em vários dispositivos modernos de tecnologia que fazem uso de
chip de silício.
PET-LiF – O que seria o gato de Schrödinger?
Rigolin – O gato de Schrödinger foi uma maneira que o
Schrödinger, um físico austríaco, apresentou para as pessoas um possível
paradoxo das consequências da aplicação dos postulados da mecânica quântica. Os
postulados dão a estrutura formal da teoria quântica. Assim como a mecânica
clássica tem as três leis de Newton que você pode usar para resolver problemas,
a mecânica quântica tem um conjunto de “leis de Newton” que a gente chama de
postulados. Alguns desses postulados se usados para sistemas macroscópicos,
levavam a situações absurdas e Schrödinger, para ilustrar isso, apresentou o
Gato de Schrödinger: Ele associou um átomo instável que pode decair em outro
como sendo o mecanismo de disparo do seguinte experimento. Esse átomo, ao
decair e emitir radiação, vai ativar um mecanismo que dispara um veneno dentro
de uma caixa contendo um gato. Se o átomo não decair, o veneno não é disparado
e o gato está vivo. Se o átomo decair, ele vai emitir a radiação que vai
acionar o mecanismo envenenando o gato e o matando. Como você pode ter uma
superposição de um estado de átomo que decaiu e não decaiu ao mesmo tempo,
então você geraria uma superposição de átomo que não decaiu, gato vivo, e átomo
que decaiu, gato morto.
Com isso, Schrödinger
mostrou que se você levar o princípio da superposição da mecânica quântica (um
de seus postulados) às últimas consequências, aplicando-o para objetos macroscópicos, você pode gerar
situações absurdas como essas.
PET-LiF – O que seria então uma função de onda? E o que
significa uma superposição de funções de ondas?
Rigolin – A partir da função de onda que um sistema
físico possui, a gente pode extrair todas as informações físicas e fazer
predições para este sistema. A Função de onda na mecânica quântica seria o
equivalente, numa analogia não muito precisa, de conhecermos a posição e
momento de uma partícula clássica. Se você tem a posição e velocidade de uma
partícula na mecânica clássica ela está bem definida. Na mecânica quântica o
análogo a isso é a função de onda ou estado quântico, que você obtém resolvendo
a equação de Schrödinger. A função de onda é um objeto matemático que descreve
completamente o sistema quântico e a partir dele a gente consegue extrair
qualquer informação, qualquer predição física desse sistema. A gente pode dizer
que na mecânica quântica uma partícula deixa de ter x (posição) e v (velocidade) bem definidos e passa a ter uma
função de onda bem definida.
PET-LiF – É possível ter superposição de mais de duas
funções de onda simultaneamente?
Rigolin – Sim. Como a equação de onda de Schrödinger é
linear, superposições de soluções distintas desta equação também é solução.
Este é principio da superposição de ondas
ou das soluções de equações lineares diferenciais, matematicamente falando.
Esse princípio vai valer também na mecânica quântica. Se você tem uma, ou duas,
ou mais soluções de uma equação diferencial, a combinação linear dessas
soluções também é solução da equação linear.
Na mecânica clássica, por exemplo, quando estudamos o oscilador
harmônico, tem-se o seno e o cosseno como soluções independentes deste
problema. A solução mais geral é uma combinação linear destas duas soluções. Na
mecânica quântica temos algo parecido. Você vai ter várias soluções para um
problema e a combinação dessas soluções também é uma solução da equação de
onda, descrevendo um possível estado do sistema. O “problema” na mecânica
quântica está no fato de que cada uma dessas funções de onda pode estar
associada com situações do tipo: gato vivo e átomo que não decaiu ou átomo que
decaiu e gato morto. São duas soluções possíveis do problema e combinando as
duas, há uma nova solução também possível. Só que a interpretação física do problema
fica absurda no sentido que Schrödinger explicou com seu paradoxo.
PET-LiF – Então Schrödinger tentou levar a mecânica
quântica para um universo macroscópico...
Rigolin – Ele sabia que não deveria funcionar lá, mas
supondo que aquilo que se conhecia para descrever a matéria em sua estrutura
microscópica fosse extrapolado de maneira cega, qual seria a consequência
disso? Superposições de coisas que a gente não vê no mundo macroscópico. Gato
de Schrödinger é um exemplo deste tipo. Outro exemplo seria se você tivesse
duas portas, você poderia estar em uma situação de estar passando nas duas
portas ao mesmo tempo.
PET-LiF – Como no exemplo de fenda dupla.
Rigolin – Exato, você também não vê isso
macroscopicamente. Mas microscopicamente, passar por dois locais ao mesmo tempo
são possibilidades devido ao princípio da superposição das soluções da equação
de Schrödinger para esse problema. Passar por um lado “e”
passar por outro lado também tem de ser solução.
PET-LiF – O que seria uma superposição coerente e uma
incoerente?
Rigolin – Estados quânticos que se combinam
coerentemente é isso que eu acabei de dizer, e você pode ter estados quânticos
que se combinam “incoerentemente”, ou numa nomenclatura melhor, temos uma
mistura estatística para descrever certos sistemas quânticos. Aí você não teria
o “E”, teria o “OU” como descrição das possibilidades de seu estado. Mistura
estatística seria um estado quântico onde a partícula passou ou pela porta A ou
passou pela porta B, o gato ou está vivo, ou está morto. Isso seria o
“incoerente”, você perdeu essa coerência, essa superposição que dariam essas
interpretações absurdas no mundo macroscópico.
PET-LiF – Por que
a princípio não poderíamos observar efeitos da mecânica quântica no nosso dia a
dia?
Rigolin – Nós observamos alguns efeitos, mas não a
superposição coerente. Afinal, a matéria tem as propriedades que observamos
devido a mecânica quântica. Agora, Numa visão meio simplista para entender o
que está acontecendo, se você tem uma partícula microscópica é possível
controlá-la. Você consegue preparar um ambiente em volta dela, no qual ela se
mantêm coerente por uma escala de tempo suficientemente grande para você fazer
experimentos e presenciar esses fenômenos quânticos, inclusive a superposição
de estados. Conforme você coloca mais e mais partículas é muito difícil você
manter esse sistema isolado e fechado do ambiente. Ele começa a interagir com o
ambiente. A escala de tempo que ele permaneceria quântico e coerente se reduz
proporcionalmente a quantidade de partículas que a gente vai compondo para
montar o sistema macroscópico. Quanto mais e mais átomos a gente tem, mais e
mais possibilidades de interagir com o ambiente. Então, mais e mais rapidamente
o sistema vai perder a sua coerência e se comportar como algo macroscópico. É
muito bonito falar isso, mas é difícil quantificar isso. Isto é um problema
ainda aberto na mecânica quântica.
PET-LiF – A princípio a gente pode dizer que tudo é
quântico e tende a virar clássico?
Rigolin – Você pode pensar que a mecânica quântica seria
a teoria mais fundamental e devido a esse problema da decoerência, da interação
do sistema com o ambiente, rapidamente ela tende para comportamentos tipo
clássico. Mas também não existe uma prova tão rigorosa e formal que você mostra
sem nenhuma complicação matemática que no limite em que isso aconteça a
mecânica quântica tende a mecânica clássica perfeitamente. Tudo indica que isso
acontece mas não há uma prova rigorosa para isso.
PET-LiF – Você acha que o gato de Schrödinger é o melhor
exemplo que existe para explicar o que Schrödinger quis dizer? Ou você acha que
existem alguns exemplos melhores para tentar demonstrar como a mecânica
quântica se comportaria no mundo macroscópicos.
Rigolin – O gato de Schrödinger é um bom exemplo, por
que ele dá esse aspecto fantástico de que algo está vivo e morto ao mesmo
tempo, mas você poderia fazer essa analogia com qualquer duas propriedades
macroscópicas que na nossa lógica clássica seria impossível de acontecer. Você
pode falar que algo estaria acontecendo ao mesmo tempo, passar por duas portas
ao mesmo tempo, estar em dois locais ao mesmo tempo. Tudo isso se você
extrapola da mecânica quântica para o
mundo macroscópico o princípio da superposição. Ele pegou um exemplo dramático,
de vida ou morte, vamos dizer assim.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
9ª edição
Mais uma
edição do nosso querido folhetim se encontra finalizada! Desta vez vocês
poderão adentrar a um dos mundos mais fascinantes, curisos, intrigantes e
misteriosos já conhecidos pela mente humana: A Mecânica Quântica.
Com base neste
tema a 9ª edição do News Bohr traz um pouco das contribuições do famoso
cientista Erwin Schrodinger e seu experimento mental, o Gato de Schrodinger.
E para ajudar no desvendar deste assunto a edição conta com uma
entrevista realizada com o Prof. Dr. Gustavo Garcia Rigolin, do departamento de
Física da UFSCar sobre Mecânica Quântica e suas aplicações.
Além disso o folhetim traz sugestão de vídeo e livro para
quem quiser explorar mais o mundo da Mecânica Quântica.
Para fazer o download clique no link abaixo.
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